Amados irmãos e irmãs, graça, paz e bênçãos da parte de Deus, nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
No dia 08 de setembro de 2025, por disposição e benevolência do Santo Padre Alexandre I, fui chamado para servir como Bispo Auxiliar da Igreja de Roma, Mãe e Cabeça de todas as Igrejas (cf. LG, 13). Recebo este chamado com temor e tremor, mas também com profunda gratidão e confiança, certo de que o Senhor não abandona aqueles que Ele escolhe e envia.
Elevo o coração em ação de graças ao Deus da minha vida. Reconheço a minha pequenez e indignidade diante de tão sublime missão, mas confio na palavra de Cristo: “A minha graça te basta, pois é na fraqueza que se manifesta a força” (2Cor 12,9). Não me apoio em minhas capacidades, mas na fidelidade Daquele que me chamou e que nunca falha.
Minha vocação nasceu no seio da Igreja, alimentada pela vida comunitária, pela oração e pela missão. Fui formado e moldado pelas mãos de pastores zelosos e irmãos de caminhada que, com sua fé, me ajudaram a permanecer firme. Hoje, a Providência divina me conduz ao coração da Igreja, Roma, onde Pedro derramou seu sangue e onde a fé apostólica permanece como rocha firme e farol para todas as nações.
O ministério episcopal que agora abraço não é honra, mas cruz; não é glória humana, mas serviço ao Evangelho. Como recorda o Concílio Vaticano II, “os bispos, pela imposição das mãos e pela palavra da consagração, recebem a graça do Espírito Santo e são constituídos verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores” (LG, 21). Cabe-me, portanto, colaborar fielmente com o Santo Padre Alexandre I no cuidado da Igreja universal, sustentando o povo de Deus no caminho da fé, confirmando-o na esperança e inflamando-o na caridade.
Quero exercer meu ministério à semelhança do Bom Pastor (cf. Jo 10,11), que conhece suas ovelhas, caminha à frente delas e dá a vida por amor. Desejo estar no meio do povo como irmão, amigo e pai, escutando, acolhendo, corrigindo e conduzindo sempre para Cristo, centro e meta de toda a vida cristã.
O lema que escolhi para minha missão episcopal é “Non ego vivam, vivit vero in me Christus” (Gl 2,20): “Já não sou eu quem vivo, é Cristo viver em mim”. Este lema traduz meu desejo de desaparecer para que Cristo apareça; de não me colocar como dono do rebanho, mas como servo do único Senhor. Toda palavra, toda ação, toda decisão pastoral só terá sentido se for reflexo da vida de Cristo em mim e mediante mim.
Consagro inteiramente esta nova etapa da minha vida à Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, para que me ensine a guardar no coração a Palavra, a perseverar na cruz e a conduzir sempre os filhos de Deus para seu Filho Jesus.
Convido todos os fiéis, sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos a caminharem comigo nesta missão. Não caminhamos sozinhos, mas como um único Corpo em Cristo (cf. 1Cor 12,12), impulsionados pelo Espírito Santo, chamados à santidade e enviados ao mundo como testemunhas da Ressurreição.
Peço-vos orações: rezai por mim, para que eu seja sempre um bispo segundo o Coração de Cristo; rezai pelo Papa Alexandre I, que carrega sobre si o peso da Igreja inteira; e rezai por Roma, centro da catolicidade, para permanecer sempre fiel ao Evangelho e seja luz para todas as nações.
Entrego meu ministério nas mãos de Maria Santíssima, confiando à sua intercessão materna cada passo deste caminho. Que Ela me ensine a viver plenamente a palavra do seu Magnificat: “O Senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu Nome” (Lc 1,49).
Bispo Auxiliar de Roma
